Editora Simbolistas®

Catálogo 2026

Os livros de Thiago Zampieri Do Prado

Três títulos na edição de 2026, todos no formato 17 × 25 cm. Cada um pode ser lido inteiro nesta página, da capa à última folha.

Capa de Se eu baixar

Parábola · Literatura brasileira

Se eu baixar

“Argumento, ali, era altura.”

Um pátio de terra, uma árvore torta, uma torneira que pinga. Na neblina, um círculo de gente: cada um aponta um revólver para a nuca da frente e sente outro cano na própria nuca. Ninguém sabe quem começou. A única regra nasce sem autor e corre de boca em boca: se eu baixar, o de trás atira.

Ciro mira uma mulher que ainda não falou. Atrás dele, um cano que não treme. Ao longo de uma noite sem horas, a frase vai ganhando corpo — a sede, a cãibra, um nome dito para o tiro não ser anônimo, um amigo onde não devia haver amigo — e cada gesto mínimo passa a valer uma vida.

Se eu baixar é uma parábola seca sobre como a violência se sustenta: não pelo homem que manda, mas por cada um que teme o vizinho.

17 × 25 cmformato174 p.miolo10 mmlombada20261ª edição
Capa de Fatal Model

Romance · Literatura brasileira

Fatal Model

“Você só queria ser a exceção.”

Ele a viu entrar num café e, antes de qualquer outra coisa, pensou num preço. A vergonha veio depois. O nome, mais tarde: Vesper. E o que havia por trás do nome, numa plataforma onde uma mulher pode estar disponível como um horário, com fotos, avaliações, estrelas e um valor.

Ele reserva. Volta. Começa a acompanhar a cotação dela como quem acompanha uma ação. Descobre o domingo em que ela não trabalha, o intervalo que não se compra, o nome verdadeiro — e, a cada porta que se abre, procura a planta da casa inteira. Quer ser a exceção. Monta, numa planilha impecável, a saída que ninguém lhe pediu.

Fatal Model é um romance sobre dinheiro e desejo, sobre uma máquina que não sente culpa e sobre um homem que aprende, tarde e caro, a diferença entre amar alguém e querer que todas as decisões livres dela coincidam com as suas.

17 × 25 cmformato380 p.miolo22 mmlombada20261ª edição
Capa de A Alquimia do Presente

Ensaio · Filosofia da vida

A Alquimia do Presente

“Não recebemos o presente para repeti‑lo. Recebemos o presente como matéria.”

Não começamos do zero. Quando percebemos que estamos vivos, já existe um nome, uma língua, um corpo, uma família, um modo aprendido de ter medo, de amar e de desejar. Chegamos atrasados à própria formação. A pergunta deste livro é simples e difícil: o que fazemos com a matéria que chegou até nós?

Em vinte e cinco movimentos curtos, A Alquimia do Presente percorre a matéria recebida, o corpo que encontra o mundo, o poder, o amor, o direito de mudar e o que ainda pode acontecer — sem fórmula, sem guerra contra quem nos formou e sem a promessa de que toda dor vira ensinamento. Cada movimento traz um caso concreto.

Um livro sobre a diferença entre origem e destino — e sobre o intervalo, pequeno e real, entre aquilo que recebemos e aquilo que devolvemos.

17 × 25 cmformato82 p.miolo5 mmlombada2026edição de autor